11 de abril de 2013

um poema de Maria Ângela Alvim

Estou e não me respondo.
Assisto. Em mim se decide
um inútil afã e se some
a vida que me preside.

E passo, ainda... Meu nome
há muito não coincide
comigo se estar se consome
e tantas vezes me elide.

Me move o tempo mais frio
de tanto pranto afogado
num quase mito de mim.

Vou morando em desvario
quase em sonho inaugurado
para um começo, meu fim.



do livro "Poemas", de 1980, Editora Fontana. Pág. 108

Um comentário:

Beverley de Graustark disse...

linguagem travada, mas tom legal e mensagem legal.