16 de setembro de 2009

Posfácio

Revirei todo o livro:
só fiz mais e mais bagunça

Ficou uma palavra solta:
romântica e pornográfica
como um seio abandonado fora da blusa

Ficou uma frase sem sentido:
meti-a na capa e fiz uma pintura

Não há ecos
Se um livro não diz agora
não mais dirá

Mas esse livro disse
é pedra

O livro falou e deixou buracos:
enchi-os de invisibilidade e silêncio

As palavras se comungam:
uma cumpre a falta da outra
e assim, se faz uma teia

revirado, o livro. Intacto, passou.

Ficou a guerra

Ficou o leitor
sobre a pedra,
a pensar.

2 comentários:

Í.ta** disse...

tu é bom!
tu é bom pra caramba!

se tu parar de escrever eu te mato.
hahaha

parabéns =D

vai mandar algo para o prêmio de expressão literária, não vai??
(percebe a ameaça? haha)

Eduardo Silveira disse...

hahaha, valeu pelo apoio aí, Italo.
=D

Pretendo, sim.
Só preciso produzir umas coisas beeeeem boas.

:P